Wednesday, November 18, 2009

Macau registou hoje o dia mais frio do mês de Novembro desde 1994, com a temperatura mínima a atingir os 8,9 graus

Caríssimos do Tugal!

 

Tem estado um gelo gelado em Macau. Depois do bafo habitual destas paragens, apareceu um frio que não se pode, pouco normal para a época e com umas rabanadas de vento que nos põem todos em sentido!

 

Chega mesmo a ser assunto digno de notícia nos Jornais locais.

 

Notícia Agência LUSA

Macau, China 17/11/2009 17:55 (LUSA)

 

Macau, China, 17 Nov (Lusa) – Macau registou hoje o dia mais frio do mês de Novembro desde 1994, com a temperatura mínima a atingir os 8,9 graus,
anunciaram hoje os Serviços Meteorológicos e Geofísicos do território.

 

Desde o dia 13 de Novembro que o “tempo em Macau foi influenciado pela massa de ar frio, transportada por uma circulação dum vasto anticiclone que cobre a China continental”, explica um comunicado dos serviços meteorológicos.

 

A temperatura mínima desceu mais de dez graus desde o dia 13, em que se registou uma mínima de 13 graus, e hoje chegou aos nove graus, tendo-se já registado dois casos ligeiros de hipotermia na Região Administrativa Especial da China.

 

Até ao final da semana, os Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau prevêem a continuação do frio, com os termómetros a variarem entre os oito e os 15 graus.

 

Para quarta-feira espera-se uma descida da temperatura além dos 8,5 graus, registados pela última vez em Novembro de 1993, o que, a verificar-se, será a temperatura mais baixa do mês de Novembro dos últimos 20 anos.

 

Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos só prevêem uma subida gradual da temperatura em Macau a partir da próxima semana, com o enfraquecimento do anticiclone proveniente da China continental.

 

PNE.
Lusa/fim

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Friday, October 23, 2009

Bébes roubados na China alimentam negócio das adopções‏

Desde o início dos anos 80, mais de 80 mil crianças chinesas foram adoptadas no estrangeiro, a maioria das quais por famílias dos Estados Unidos. Suspeita-se agora que muitas foram retiradas à força das suas famílias.Por Barbara Demick

O funcionário do planeamento familiar rondava regularmente por aquela aldeia situada no cimo da montanha, à procura de fraldas em estendais de roupa a secar e à escuta de choros de bebés recém-nascidos e com fome. Num dia de Primavera de 2004, apresentou-se à porta da casa de Yang Shuiying e ordenou. “Entreguem o bebé.”

Yang chorou e discutiu e argumentou, mas, sozinha com a sua filha de quatro meses de idade, não estava em posição de resistir ao homem que todos os pais de Tianxi temiam.

“Vou vender a bebé para adopção no estrangeiro. Posso conseguir bom dinheiro por ela”, disse ele à chorosa mãe antes de se meter no seu automóvel com a criança e se dirigir com ela para um orfanato em Zhenyuan, uma cidade vizinha na província de Guizhou, no Sul da China. Em troca, prometeu que a família não teria que pagar multas por ter violado a política chinesa de se poder ter apenas um filho.

E depois avisou-a: “Não diga nada a ninguém acerca disto.” Ao longo de cinco anos ela guardou aquele terrível segredo. “Eu não percebi que eles não tinham o direito de levar os nossos bebés”, conta Yang.

Desde o início dos anos 80, mais de 80 mil crianças chinesas foram adoptadas no estrangeiro, a maioria das quais por famílias dos Estados Unidos.

A ideia que se tinha era que os bebés, na sua maioria meninas, eram abandonados pelos seus pais devido à tradicional preferência por filhos do sexo masculino e às restrições ao tamanho das famílias na China. E não há dúvida de que terá sido esse o caso de dezenas de milhares de meninas.

Mas alguns pais estão a chegar-se à frente e a contar histórias dilacerantes de bebés levados através de coacção, fraude ou rapto - por vezes por responsáveis governamentais que disfarçavam as suas pistas fingindo que os bebés tinham sido abandonados. Os pais que afirmam que as suas crianças foram levadas queixam-se de que os funcionários eram movidos pelos 3 mil dólares por criança que os pais adoptivos pagam aos orfanatos.

“Os nossos filhos estão a ser exportados para o estrangeiro como se fossem produtos industriais”, diz Yang Libing, um trabalhador migrante da província de Hunan cuja filha foi sequestrada em 2005. Entretanto soube que ela está nos Estados Unidos.

As dúvidas acerca do modo como na China são obtidos os bebés para adopção começaram já a espalhar-se pela comunidade internacional de adopções. “No início, acho eu, a adopção na China era algo muito positivo, porque havia tantas meninas abandonadas. Mas depois tornou-se um mercado orientado pela procura e oferta, e muitas pessoas a nível local estavam a fazer muito dinheiro com o processo”, declara Ina Hut, que no mês passado se demitiu do posto de directora da maior agência holandesa de adopção, devido a preocupações sobre tráfico de bebés.

O Centro para os Assuntos de Adopção da China, a agência governamental que supervisiona as adopções a nível interno e internacional, rejeitou repetidos pedidos para comentar estas alegações. Funcionários da agência disseram a diplomatas estrangeiros que acreditam que tais abusos se limitaram a um pequeno número de bebés e que os responsáveis foram demitidos e castigados.

Para os pais adoptivos, a possibilidade de os seus filhos terem sido tirados à força dos pais biológicos é aterrorizadora. “Em 2006, quando adoptámos, encheram-nos a cabeça sempre com as mesmas histórias, que havia milhões de meninas não desejadas na China, que elas seriam deixadas na rua para morrer se não as ajudássemos”, conta Cathy Wagner, mãe adoptiva residente na Nova Escócia, Leste do Canadá. “Adoro a minha filha, mas se tivesse tido alguma noção de que o meu dinheiro iria levar a que ela fosse retirada a outra mulher que a adorava, eu nunca a teria adoptado.”

O problema tem as suas raízes no controlo de população da China, que limita a maioria das famílias a uma criança, duas se viverem no campo e a primeira for uma rapariga. Cada localidade tem um gabinete de planeamento familiar, habitualmente ocupado por quadros do Partido Comunista com amplos poderes para ordenar abortos e esterilizações. Pessoas que tenham mais filhos podem sofrer multas de até seis vezes os seus rendimentos anuais - multas eufemisticamente denominadas “despesas de serviço social”.

“O pessoal do planeamento familiar é na realidade mais poderoso do que o ministro da Segurança Pública”, afirma Yang Zhizhu, professor de Direito em Pequim. Ao longo das províncias, cartazes em vermelho exortam “Dê à luz menos bebés, plante mais árvores” e, de um modo mais agoirento, “Se der à luz mais crianças, a sua família ficará arruinada”.

Mas a lei não permite que funcionários tirem bebés aos seus pais. Há famílias que afirmam que foram ameaçadas e agredidas, de modo a forçá-las a entregarem as suas filhas. Outras dizem que foram enganadas para prescindirem dos seus direitos parentais.

“Pegaram na bebé e arrastaram-me para fora de casa. Eu gritei - pensei que eles me iam bater”, recorda Liu Suzhen, uma frágil mulher da localidade de Huangxin na província de Hunan.

Numa noite de Março de 2004 estava a tomar conta da sua neta de quatro meses quando uma dúzia de funcionários invadiu a sua casa. Diz que levaram-na juntamente com a neta até um gabinete de planeamento familiar, onde um homem lhe agarrou o braço e obrigou-a a colocar a impressão digital num documento que ela não conseguia ler.

Tarde demais

Assim que uma criança é levada para um orfanato, os pais perdem todos os seus direitos. “Nem me deixavam chegar ao pé da porta”, recorda Zhou Changqi, um trabalhador da construção civil cuja filha de seis meses foi levada em 2002 por funcionários do planeamento familiar em Guiyang, na província de Hunan. Durante três anos Zhou tentou sistematicamente entrar no Instituto de Segurança Social de Changsha, um dos maiores orfanatos que enviam crianças para o estrangeiro, até que um dia lhe disseram: “É tarde de mais. A sua filha já foi para a América.”

Na maior parte da China, os aldeões desde há muito vivem com medo das visitas-surpresas de funcionários do planeamento familiar. Em Tianxi, uma aldeia de 1800 habitantes rodeada de nevoeiro e escondida no alto das verdejantes montanhas perto de Zhenyuan, os funcionários do planeamento familiar chegam a efectuar inspecções duas vezes por semana - não se importando com o facto de que chegar à aldeia implica uma viagem de carro de duas horas através de uma estrada poeirenta e esburacada e depois mais meia hora a subir o monte a pé. Ao longo das décadas de 1980 e 1990, quando as famílias eram demasiado pobres para pagar as multas, os funcionários puniam-nas pilhando as suas casas ou confiscando vacas e porcos, afirmam os moradores.

Mas em 2003 a situação alterou-se. No ano após o Instituto de Segurança Social de Zhenyuan ter sido aprovado para participar num ambicioso programa de adopção no estrangeiro, os funcionários do planeamento familiar deixaram de confiscar animais. Em vez disso, começaram a levar bebés.

“Se as pessoas não conseguiam pagar as multas, eles levavam os bebés delas”, conta um empregado municipal de Zhenyuan já reformado que costumava trabalhar para o orfanato como pai de acolhimento.

“Estávamos sempre aterrorizados com eles”, diz Yang Shuiying, a mãe de 34 anos cuja filha foi sequestrada.

Em Dezembro de 2003 Yang deu à luz a sua quarta filha. A bebé nasceu em sua casa, com a ajuda de uma parteira. Fora uma gravidez não planeada. De facto, o seu marido tinha-se submetido a uma vasectomia poucos dias antes de ela perceber que iam ter outro filho.

“Não tinha planeado ter outro bebé, mas quando tive percebi que queria ficar com ela e criá-la”, conta Yang, uma mulher de voz suave e olhos tristes.

O seu marido, Lu Xiande, sentiu ainda mais intensamente que o lugar da sua nova bebé era em casa. Ele estava no mercado quando a filha foi confiscada, e ficou furioso quando descobriu o que tinha acontecido. “Vou trazê-la de volta”, prometeu à sua devastada esposa.

Viajou até à costa oriental da China, na esperança de, como trabalhador migrante, conseguir juntar dinheiro suficiente para pagar a multa do planeamento familiar. Mas Lu adoeceu e teve de voltar para casa. Pouco depois, tentou cortar a garganta com uma faca de talhante.

Quase todos os habitantes de Tianxi conhecem alguém cujo bebé foi levado. Um idoso curvado sobre uma bengala de madeira feita à mão contou como a sua neta foi levada. Outro homem, mais novo, lembrou o caso de uma sua sobrinha.

Os aldeões ofendem-se com a ideia de que alguns deles não gostam das suas filhas e facilmente as abandonam. “As pessoas daqui não abandonam as suas crianças. Não vendem as suas crianças. Sejam meninos ou meninas, são do nosso sangue”, afirma Lin Zeji, de 32 anos, um agricultor que alega que a sua terceira filha foi levada em 2004.

Sob a lei chinesa, é exigido aos funcionários que procurem os pais biológicos de bebés abandonados. Quatro meses após a filha de Shuiying ter sido levada, a sua fotografia apareceu numa notícia publicada no “Diário da Cidade de Ghizhou”, juntamente com as de outras 14 crianças.

O anúncio afirmava, falsamente, que a bebé fora “encontrada abandonada à porta” de uma casa na aldeia de Tianxi. “Quem vir esta criança deve contactar o orfanato no prazo de 60 dias; em caso contrário, a criança será considerada órfã”, lia-se no anúncio de 14 de Agosto de 2004, que os pais nunca viram, dado que o jornal não está disponível na sua remota aldeia.

Muitos dos pais de crianças raptadas são analfabetos e foi-lhes dito pelos funcionários do planeamento familiar que a lei permite a confiscação de bebés, portanto acham que não vale a pena apresentar queixa.

A verdade veio ao de cima quando um professor que tem familiares na aldeia de Tianxi relatou a situação à polícia e a uma agência de regulação. Como não recebia resposta, colocou denúncias na Internet, que chegaram em Julho aos meios de comunicação social chineses. O professor, temendo represálias, tinha-se escondido.

Ainda em Julho, a Embaixada dos Estados Unidos em Pequim emitiu um comunicado referindo fontes da Autoridade Central de Adopção da China, segundo as quais “sete funcionários implicados neste caso foram detidos”. O comunicado acrescentava ainda que “os Estados Unidos levam a sério qualquer alegação de que crianças terão sido colocadas para adopção em outros países sem consentimento ou conhecimento por parte dos pais”.

Mas em Zhenyuan os funcionários negaram que alguém tenha sido preso ou despedido. Afirmam que os castigos variaram entre advertências e retirada de pontos por demérito. Shi Guangying, o funcionário que levou a bebé de Yang, foi despromovido.

Onde está o dinheiro?

Os funcionários de Zhenyuan defendem a sua actuação. “É mentira que eles levaram bebés sem o consentimento dos pais deles. Isso é impossível”, declara Peng Qiuping, quadro do Partido Comunista e director de propaganda em Zhenyuan. “Esses pais concordaram em que as crianças deveriam ser colocadas para adopção. Perceberam que tinham sido gananciosos e que tinham tido mais filhos do que aqueles que podiam sustentar.” Diz Wu Benhua, director do gabinete de assuntos sociais: “Elas estão melhor com os pais adoptivos do que com os pais biológicos.”

Entre 2003 e 2007, o orfanato de Zhenyuan enviou 60 bebés para os Estados Unidos e para a Europa. Wu avança que o dinheiro recebido dos pais adoptivos, 180 mil dólares no total, se destinou a fornecer alimentação, vestuário, camas e assistência médica para os bebés e para melhorar as condições no Instituto de Segurança Social.

Mas, antes da adopção, a maioria dos bebés ficava com famílias a que pagavam 30 dólares [ por mês pelos seus serviços, de acordo com as declarações de um desses pais de acolhimento. Não se notou qualquer sinal evidente de recuperação do instituto, um sombrio edifício de três andares com janelas tapadas. Não é permitida a entrada de jornalistas. “Não sabemos o que aconteceu ao dinheiro, e não nos atrevemos a perguntar”, explica Yang Zhenping, um fazendeiro de 50 anos da zona de Tianxi.

Brian Stuy, um pai adoptivo de Salt Lake City (no estado do Utah, EUA) que investiga as origens de chineses adoptados, notou que um invulgar número de bebés mais velhos era referido como sendo de abandonados. Ele suspeita que se trata de bebés que foram confiscados, roubados ou entregues sob coacção. “Quem não quer uma menina entrega-a imediatamente após ela nascer”, conta Stuy.

E acredita que os 3 mil dólares da taxa de adopção - cerca de seis vezes o rendimento anual na China rural - terá levado a alguns abusos. “É a adopção internacional que está a causar este ambiente que leva famílias a planear entregar as crianças para conseguir dinheiro”, avança Stuy. “Se não houvesse adopção internacional e se o Estado tivesse que criar os miúdos até que eles fizessem 18 anos, pode ter a certeza de que o planeamento familiar não os confiscaria.”

Em Filadélfia, estado da Pensilvânia, Wendy Mailman, que em 2005 adoptou uma menina do mesmo orfanato em Zhenyuan que recebeu bebés confiscados, agora questiona tudo o que lhe disseram acerca da bebé que os funcionários do orfanato afirmam ter nascido em Setembro e abandonada em Janeiro. “Por que razão uma mãe que não queria a sua bebé seria tão insensível ao ponto de esperar até ao pior do Inverno para a abandonar?”, pergunta.

Wendy pensa no que faria se descobrisse que a sua filha era uma das bebés roubadas. Sabe que nunca poderia devolver a menina de seis anos já americanizada. Mas, continua, “certamente gostaria de dizer à família biológica que a filha deles está viva e feliz e talvez enviar-lhes uma fotografia. Construir uma relação com eles mais tarde seria uma decisão da minha filha”.

Para muitas famílias biológicas, isso seria suficiente. “Nunca a obrigaríamos a voltar, porque uma miúda criada no Ocidente não quereria viver numa aldeia pobre como esta”, diz Yang Jinxiu, sogra de Yang Shuiying. “Mas gostávamos de saber onde ela está. Gostávamos de ver uma fotografia. E gostávamos que ela soubesse que sentimos saudades dela e que não a rejeitámos.” Com Nicole Liu e Angelina Qu, em Pequim?

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Wednesday, September 23, 2009

Será o fruto proibido o mais apetecido ?!?…

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Sunday, September 20, 2009

Eleições legislativas em Macau em 2009

Fernando Chui Sai On sucede a Edmund Ho, que dirigiu Macau desde o seu regresso para a soberania de Pequim, em 1999. O novo responsável do Executivo de Macau tomará posse em Dezembro.  Depois de Macau ter votado em Julho passado para a eleição para líder do Governo, hoje, dia 20 de Setembro de 2009, Domingo, tiveram lugar as eleições para a 4.ª Assembleia Legislativa da Região Administrativa Especial de Macau.

Foi um corropio por todo Macau…

 


Macau, China 20/09/2009 10:03 (LUSA)


Temas: Política, Eleições

   

*** José Costa Santos e Patrícia Neves, da agência Lusa ***

Macau, China, 20 Set (Lusa) – De táxi, autocarro ou carro particular, muitos são os eleitores de Macau que hoje aproveitam as “boleias” disponibilizadas pelas listas concorrentes para chegarem mais facilmente às assembleias de voto.

Um pouco por toda a cidade, dezenas de táxis surgem nas ruas com a indicação de fora de serviço, alguns ostentam até autocolantes de concessionárias de jogo ou uma cor que os associa a uma determinada lista.

Páram nas assembleias de voto, deixam passageiros e recolhem outros, tudo gratuitamente e sob a orientação de zelosos “colaboradores” das listas que se colocam estrategicamente a controlar os votantes.

De quando em vez, surge um autocarro, com pouca gente na maioria das vezes e perante as câmaras ou máquinas fotográficas tentam evitar o registo da imagem jornalística e vão avançando lentamente para outro ponto de encontro.

Muitos carros particulares são também usados por votantes, identificados com letras ou cores e conhecidos dos “colaboradores” das listas instalados nas assembleias de voto que conduzem os votantes amigos à viatura de regresso a casa.

Com medidas de controlo rigorosas que impedem até o uso de telemóvel dentro da assembleia de voto – infracção que dá direito a ser identificado pelos funcionários destacados pela comissão eleitoral – cada votante não entra na assembleia sem passar no controlo de temperatura devido aos receios de gripe que pairam na cidade.

Depois de identificados – através do bilhete de identidade de residente – os eleitores recebem um boletim de voto maior que uma folha A4 e dentro da mesa não usam qualquer caneta mas sim um carimbo disponível em todos os locais de votação.

Dobrado em quatro o boletim é inserido na urna e o eleitor conduzido à saída onde tem direito a uma toalha das eleições de 2009, um acessório útil ao calor e humidade que se fazem sentir na cidade.

Depois ou antes de exercerem o direito de voto, poucos são os eleitores disponíveis para falar aos jornalistas e há sempre a “desculpa” de que não entendem nem inglês nem português para evitar qualquer avanço na conversa.

“Vim exercer o meu direito de voto”, é a resposta mais comum dos vontantes, escusando-se a dizer muito mais.

Lá dentro ficaram as máquinas que lêem o chip electrónico do bilhete de identidade de residente permanente (mais de sete anos de residência em Macau), os carimbos com que se votam e os funcionários atentos a qualquer movimento ou comportamento mais estranho que possa ser interpretado como aliciamento para esta ou aquela lista.

Aos jornalistas, exceptuando os titulares de altos cargos na administração de Macau, está também vedada a recolha de imagens dentro das assembleias de voto e, quando possíveis, só mesmo para dirigir as objectivas para as figuras políticas locais.

Com dezenas de polícias nas ruas – as férias e as folgas previstas para hoje foram canceladas aos agentes – numa presença que se nota muito reforçada para segurança dos locais de votação e fluência do trânsito, os altos dirigentes de Macau apelam ao voto e ao exercício do dever cívico de escolher os representantes populares na Assembleia Legislativa.

E para que ninguém fique inibido de votar, até no Estabelecimento Prisional de Coloane – onde estão detidos, por exemplo, o antigo secretário dos Transportes e Obras Públicas Ao Man Long, ou o líder da seita 14 Kilates, Wan Kuok Koi - estão instaladas mesas de voto. 

Lusa/fim

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Tuesday, September 15, 2009

O meu olhar é nítido como um girassol.

O meu olhar é nítido como um girassol.

Tenho o costume de andar pelas estradas

Olhando para a direita e para a esquerda,

E de vez em quando olhando para trás…

E o que vejo a cada momento

É aquilo que nunca antes eu tinha visto,

E eu sei dar por isso muito bem…

Sei ter o pasmo essencial

Que tem uma criança se, ao nascer,

Reparasse que nascera deveras…

Sinto-me nascido a cada momento

Para a eterna novidade do Mundo…

Creio no Mundo como num malmequer,

Porque o vejo. Mas não penso nele

Porque pensar é não compreender…

O Mundo não se fez para pensarmos nele

(Pensar é estar doente dos olhos)

Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,

Mas porque a amo, e amo-a por isso,

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe porque ama, nem o que é amar…

Amar é a eterna inocência,

E a única inocência é não pensar…

 

Alberto Caeiro

Ao BR … vais deixar saudades…

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Saturday, September 5, 2009

Mariza

07-10-03-mariza

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai… meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

Hoje lá estaremos todos, a Tugalandia em peso no concerto da fadista Mariza!

No Centro Cultural de Macau às 20:00!

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Tuesday, August 4, 2009

PARA QUEM ESTEJA INTERESSADO EM COMPRAR APARTAMENTOS NA CHINA

predio-xangai1 

Esta notícia já não é recente, mas achei interessante mencionar aqui, para os meus amigos de Portugal, verem – e perceberem também - a queda deste edifício de 13 andares na Cidade de Xangai. Curioso, heim?!?

Um pouco por toda a China, as grandes cidades parecem verdadeiros estaleiros, tamanhas são as construções incessantes. É a vontade feroz de crescer a todo o custo, a toda a velocidade, de mostrar que “podem”. E os chineses fazem-no sem qualquer pudor para o Mundo inteiro ver a força económica do grande Dragão.

Aqui em Macau, as construções não param, com a excepção, por exemplo, da aberração apelidada “The Venetian”, que tem uns magníficos mamarrachos, cuja construção ficou a meio, em cimento armado e que destoa junto do mais recente Casino /Hotel “The City of Dreams”, construído em vidro e replecto de néons à noite! Na minha opinião, na paisagem estão duas obras primas humanas, uma acabadinha de fresco, a outra ainda a meio.

Mas é assim mesmo, por estas bandas o que mais interessa é construir…. Muito! Porém, é visível a falta de quaisquer sinais de planeamento urbanístico, de qualidade e de preocupações de cariz ambiental.

Quanto à falta de qualidade é óbvia. De salientar que as casas são em regra más, com materiais de muito má qualidade.

Tudo, se reduz, diria eu: feito “para Inglês ver”. Normalmente, os “rococós” predominam e quanto mais “confusão” visual, melhor. Dourados, vermelhos, animaizinhos, néons,  etc… Para definir, penso que é adequado usar a maior parte das vezes a palavra “piroso”.

A título de exemplo, em Macau estão a ainda a construir o famoso “Arco do Triunfo”, que será um dos edifícios mais altos da Região, cujos apartamentos apresentam preços proibitivos, e que se encontra junto ao Nape (nestes últimos dois anos que cá estou vi todos os dias da janela do escritório a obra crescer). Sem dúvida que chama a atenção pelo seu tamanho, mas a mim atraem-me, em particular, os cavalos! Isto quando mesmo em frente se encontra o grande Leão do Casino MGM. Será que estamos próximos de ter um Zôo em Macau e eu ainda não sabia????…

Quanto ao planeamento urbanístico… digo-vos que quando vi a Taipa do topo do “Altira” fiquei em estado de choque! Nesse dia percebi que planeamento é uma palavra que definitivamente não consta do dicionário.

Conceitos ambientais suponho que existam, mas convêm não pensar nisso, pois vai dar trabalho, embora tenho de referir que já existem eco pontos em Macau.

Enfim, do meu ponto de vista Macau é um misto: o luxo esplendoroso (é costume falar-se, entre nós, no “luxo asiático”) dos novos hotéis /casinos combinado com o bolor corrosivo dos edifícios mais antigos de Macau, que não escondem as marcas da humidade típica do território.

Julgo, pois, ser praticamente impossível - pelo menos para um ocidental - ficar indiferente a esta paisagem que nos rodeia.
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Há muito mais gente a abandonar Portugal - in Público‏

Emigração

24.07.2009 - 08h51 Clara Viana

Seja para estrangeiros ou para cidadãos nacionais, a capacidade de atracção de Portugal está em queda. As estimativas da população residente relativas a 2008, ontem divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística, mostram que o número de residentes que, no ano passado, decidiu abandonar o país mais que duplicou o patamar de 2001.

Há sete anos, com uma taxa de desemprego nos quatro por cento, foram 9800 os que procuraram outro destino para viver e trabalhar. Em 2008, com o desemprego nos 7,7 por cento, esta foi a escolha de 20.357 cidadãos.

Com 26.800 saídas, o salto para as dezenas de milhar fora dado um ano antes, mais do que triplicando as estimativas feitas pelo INE em 2003. Este aumento de saídas está a ser alimentado tanto por cidadãos nacionais que decidem emigrar, como pelo abandono de imigrantes que se tinham fixado em Portugal, frisa Pedro Góis, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Na Europa, até há muito pouco tempo, esta era uma “especificidade” portuguesa, adianta. Ou seja, Portugal era um “caso único” nesta dupla composição dos fluxos de saída.

Como não existem registos exactos do fluxo de saídas, os dados do INE são apenas estimativas. O que quer dizer que a realidade poderá ser pior.

“Estamos a perder população jovem, em idade activa, e isso é grave para o país”, constata a demógrafa Filomena Mendes. A economista Nádia Simões, investigadora do centro Dinâmia do ISCTE, atribui este fenómeno à “degradação das condições do mercado de trabalho”. Pedro Góis lembra que os efeitos da crise têm sido particularmente pesados nos sectores que habitualmente captavam mais mão-de-obra imigrante. Como, por exemplo, a construção civil, que, desde o boom de 2004, com a construção dos novos estádios de futebol, entre outras estruturas, “caiu para metade”. E não são só os imigrantes que trabalhavam nas obras que partem. “Também muitos portugueses que estavam neste sector estão a ir embora”, diz. Para esta mão-de-obra, Angola tem sido o ponto de destino que mais se tem destacado.

Novos emigrantes

Estes são os que não têm trabalho em Portugal e portanto vão procurá-lo noutro lado. Mas os fluxos de saída têm também sido alimentados por aqueles que, apesar de terem cá trabalho, preferem ir para fora. “Entre os novos emigrantes, há cada vez mais pessoas altamente qualificadas”, frisa Nádia Simões. Para a economista, este é o fenómeno mais preocupante, já que, salienta, estas pessoas estão entre aquelas que têm “maiores capacidades para promoverem o desenvolvimento económico do país”. “Saem os que têm maior capacidade de impulso e isso é bastante negativo.”

“Simultaneamente, não estamos a conseguir atrair gente”, constata Filomena Mendes. Desde a década de 90 que o crescimento da população residente tem sido feita sobretudo por conta do saldo migratório (diferença entre o número de entradas e saídas por migração). Por exemplo, para os cerca de 270 mil residentes a mais que Portugal ganhou entre 2002 e 2007, a componente migratória pesou 91 por cento. Mas em 2008 o número de novas entradas para efeitos de residência e trabalho ficou-se nos 29.718. Em 2002, tinham sido 79.300. Nesse ano, a diferença positiva entre os que chegaram e os que partiram foi de 70 mil. Em 2008, o saldo migratório ficou-se pelos 9361. Foi o valor mais baixo em mais de uma década.

“Isso não quer dizer que, quando a economia recuperar, Portugal não volte de novo a ser atractivo para os imigrantes”, diz Pedro Góis, que, contudo, chama a atenção para uma mudança que entretanto se consumou. Dada a melhoria de condições nos seus países de origem e ao agravamento da crise por cá, nos novos fluxos de imigrantes praticamente desapareceram os cidadãos da Europa do Leste. Na imigração, estamos a regressar aos fluxos que eram tradicionais por cá, oriundos maioritariamente dos países de expressão portuguesa, constata o investigador.

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Thursday, July 23, 2009

Crossing the finish Line!

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Thursday, July 2, 2009

Como já dizia a minha mãezinha!…

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe!

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